A Arte de se Relacionar. Terapia que propõe novas formas de comportamentos em nossas relações



"Cada pessoa precisa ter seu próprio espaço interior. Então haverá alegria em encontrar o outro, haverá anseio e paixão em encontrar o outro". (OSHO)


 A Arte de se relacionar. Terapia que propõe novas formas de comportamentos em nossas relações com os amigos, pais, cônjuges e consigo mesmo.

Utilizando de ferramentas específicas situamos nossos problemas na vida como: rancores e desafetos, conscientes ou não, que podem estar gerando insatisfações, desapontamentos e disfunções em nossos relacionamentos.

Quando crianças, somos por natureza curiosos, confiantes e vulneráveis, essa é a base das primeiras experiências que vivemos com as pessoas que nos criaram. E desse modo aprendemos a nos relacionar com o mundo. Criamos um padrão.

A meditação guiada e bioenergética é um dos meios para entrar em contato com a criança num processo que proporciona cura. A descoberta da criança interior é o ponto de partida para a jornada de auto-conhecimento, enriquecendo a visão adulta e abrindo espaço para a manifestação da essência criativa na arte de se relacionar.A arte de se relacionar

O que é Co-Dependência afetiva?


Originalmente o termo Co-Dependência era usada para descrever modelos de relacionamentos disfuncionais entre familiares de dependentes químicos/alcoólicos. Com o passar do tempo, o termo expandiu-se para descrever um estado geral de disfunção em todas as áreas da vida, não apenas em relacionamentos, mas também em sexualidade, emoções, criatividade e poder.

Frequentemente nossos esforços para manter relacionamentos saudáveis no terreno familiar, no meio profissional, na vida social ou conjugal resultam em conflitos, desapontamentos e frustrações. Nos vemos reproduzindo os mesmos padrões que geram dor. O problema reside em nossas co-dependências, feridas da infância profundamente enraizadas dentro de nós, que vem à tona em nossos relacionamentos mais íntimos. Este trabalho propõe novas formas de comportamentos em nossas relações com os amigos, pais, cônjuges e consigo mesmo.

As Raízes da Co-Dependência


"Todo mundo quer ser amado. Esse é um mau começo.Ocorre porque a criança, a criancinha não pode amar, não pode falar, não pode fazer nada, não pode dar nada - só pode receber. A experiência de amor da criancinha é receber. Mas os problemas começam quando todos são crianças e todos têm necessidade de receber amor. Ninguém é diferente. Então ficam pedindo: "Me dê amor". E não há ninguém para dar porque o outro faz a mesma coisa." (Osho)


Na maior parte do tempo em que estamos nos relacionando vivemos num estado mental infantil, totalmente identificados com os sentimentos e visões de nossa criança interior. Podemos ter trinta, cinqüenta, sessenta anos, mas nossa idade cronológica não corresponde à nossa idade emocional. Queremos que o outro preencha nossas necessidades e vivemos reagindo porque nossas expectativas não são preenchidas.

Temos medo da intimidade, temos dificuldades de estabelecer limites ou até mesmo de expressar nossas necessidades com naturalidade e clareza. É como se estivéssemos dentro de uma bolha, que nos isola e ao mesmo tempo funciona como um filtro que nos impede de ver as coisas como elas realmente são.

Como resultado temos os conflitos, os desapontamentos e a frustração.

Em nosso estado de mente infantil, vivemos em função dos outros. O outro tem um poder sobre o nosso bem-estar. Nosso foco vive dirigido em receber aprovação, atenção,amor e respeito do outro. Vivemos uma luta contínua para receber isso que nos falta. Utilizamos diferentes estratégias, tentando nos adaptar ao outro, fazendo concessões. Na maioria das vezes, deixamos de ser sinceros, verdadeiros, espontâneos, naturais. Pagamos um preço e a coisa não funciona: o outro não preenche o nosso sonho. Então nos sentimos vítima, e acabamos sabotando o amor com velhos hábitos e modos de nos relacionarmos: culpamos o outro, tentamos modificar o outro. E nos frustramos.

A Criança Interior Ferida


O desenvolvimento de uma criança é interrompido quando sentimentos são reprimidos, especialmente sentimentos de raiva e de mágoa. A pessoa torna-se um adulto com uma criança zangada e magoada dentro dele. Essa criança contamina espontaneamente o comportamento do adulto. A criança interior, negligenciada e ferida no passado, é a maior fonte da infelicidade humana. Até o momento em que a recuperamos, ela continuará a agir, contaminando nossa vida de adultos.

Muitos me perguntam por que entrar em contato com a nossa criança interior é preciso. Desde nossa concepção estamos sujeitos a toda forma de estímulos!

Mãe e feto: dois seres em um! E o que um consciente sente, o outro, inconscientemente, apenas absorve...

Parto... Um dos momentos mais traumáticos da vida, descoberta dos opostos sensoriais...

Infância: período de descobertas, dos nãos... adaptações para ser amado. Então a criatura cresce, se adapta diante de circunstâncias para não mais sofrer, cria seus padrões defensivos e com eles sofre!

Medos, inseguranças, rancores, reatividade, depressões, fixações, loucuras...

E não sabe como fazer diferente... pois simplesmente não consegue.
E a mente e o corpo adoecem.

E a criatura cresce, adaptada, racional, mas a criança interna ferida permanece, (re)clamando a cada toque em sua ferida, que sangra... Pedindo simplesmente para ser RESGATADA, ACEITA, COMPREENDIDA, AMADA!

Curando Choque e Trauma




A maioria de nós costuma ter que lidar com profundos medos interiores – medos que podem até mesmo sabotar nossas vidas. Eles afetam nossa sexualidade, nossa criatividade e nosso bem estar – na verdade, tendem a influenciar cada aspecto de nossa existência.

Algumas vezes, esses medos tomam a forma de choque. E o choque nos leva a um estado de freqüente paralisia, de confusão ou de cansaço. Podemos ainda ficar congelados pelo terror, agitados, inquietos ou colapsados – além de sujeitos a manifestações de diversos tipos de problemas orgânicos.

Em síntese, nossos medos podem fazer com que deixemos de levar a vida de forma plena – bloqueando, por exemplo, nossa aproximação de outras pessoas e nosso impulso para a intimidade. E tudo isso acontece de tal forma que, muitas vezes, nem mesmo sabemos que estamos tão amedrontados.

Poderemos reconhecer que nossos medos são resultados de traumas – abandonos, invasões, traições e outros tipos de abusos – ocorridos no passado (muitas vezes na própria infância). Estes medos seguem acumulados em nosso sistema nervoso e é em função disto que possuem a capacidade de afetar tão fortemente nossa vida atual.

Nós avançamos rumo à cura de nosso medo e choque ao entender de onde eles vêm e em quais situações são despertados, aprendendo a conviver com os intensos sentimentos que mobilizam. No momento em que conscientemente envolvemos nossos medos em amor e compaixão, eles transformam-se em sementes para o amor-próprio, a sabedoria e a meditação.
* Grupos e sessões individuais*

Meditação Ativa AUM

Dia 28 de novembro ( maiores informações entre em "Grande Encontro de imersão Vivencial...)

Esta meditação foi criada por Veeresh, Presidente da Humaniversity - da Holanda - a pedido do seu mestre OSHO. Inicialmente era um trabalho de final de semana e Veeresh formatou-o em uma meditação de 2h30min dividida em 12 estágios. Esta é uma meditação ativa muito poderosa onde você interage com as outras pessoas. Ela nos propicia expressar vários sentimentos que seguramos, através dessa meditação entramos em contato com diferentes emoções, e conseguimos expressá-las em alguns estágios utilizando o outro como espelho e em outros momentos sozinhos. A prática dessa meditação tem trazido um maior nível de consciência e auto-realização dos participantes.
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• Quais são os benefícios?

A meditação AUM é uma jornada de auto-descoberta. Ela leva você de uma polaridade a outra através da expressão emocional, dança, exercícios de bioenergética e encounter (encontrando a si mesmo interagindo com os outros), permitindo você a se mover para um silêncio interno. Deste espaço você pode se re-conectar com sua verdadeira natureza.

A meditação AUM é desenhada para ajudar qualquer um que se sinta estressado ou tenso no seu dia a dia tendo uma insuficiente possibilidade para suas liberações emocionais. No cotidiano, o trabalho os problemas de relacionamento podem freqüentemente causarem tensões. A "Aum" é segura e pode ser uma ferramenta de suporte na qual você pode deixar a pressão e explorar a intensidade dos sentimentos. É também um momento ideal para fazer novos amigos.

É uma grande oportunidade para trabalhar e resolver assuntos emocionais de sua vida focá-los com consciência. O processo estrutura a habilidade de desenvolver um senso de claridade sobre o momento a momento de escolhas na vida – a responder ao invés de oprimir os sentimentos quando eles surgem.

• Que mudanças você pode esperar?

Uma vez que consciência emocional e a inteligência são dominadas, se torna fácil expressar as emoções de uma maneira saudável, resultando numa habilidade de comunicação mais efetiva e um grande senso de fortalecimento do poder pessoal.

O medo de expressar nossos sentimentos diminui, nos liberando a fazer uma genuína escolha sobre como, o que e quando simplesmente expressar como nos sentimos. Sentimentos positivos ou negativos não ditos podem criar bloqueios nos relacionamentos com nossos com amigos, colegas e a quem amamos. Através da experiência da Aum os processos dentro dos relacionamentos podem ficar claros, mais honestos e muito, muito mais divertidos.

A Aum é como uma chuva emocional, deixando os participantes refrescados, limpos e centrados. Através do tempo o acumulo de todas as emoções não expressas podem nos deixar duros, cansados e podem resultar em estados depressivos. Expressão com consciência é uma verdadeira e eficiente maneira de "limpar os porões", deixando você energizado e mais vivo.
A Aum é um evento popular que acontece normalmente-duas vezes ao mês. É uma grande oportunidade de se conectar de uma maneira aberta e nutriente. Um jeito simples de fazer amigos!
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• Estágios da Meditação:

• Primeiro Estágio: Eu te odeio

Este primeiro estágio é o momento de você expressar toda a raiva que é reprimida no teu dia-a-dia. Você fecha os punhos e começa a gritar EU TE ODEIO e tudo o mais que vier, sempre mantendo uma distância de 50cm do outro sem jamais tocar na outra pessoa ou tentar agredi-la. É o momento em que você e o outro, conscientemente, permitem que cada um expresse sua raiva, seu ódio, para limpar essa energia estagnada.

• Segundo Estágio: Eu te amo

Neste estágio você se dirige para cada um dos outros participantes e, olhando nos olhos, você diz “EU TE AMO” e troca um caloroso abraço.

• Terceiro Estágio: Segundo vento

Correndo no lugar, com os braços para o alto, você solta sons, brinca com as outras pessoas. No meio tem pequena uma dança e volta a correr para você alcançar um segundo pique de energia.

• Quarto Estágio: Kundalini

Você fecha os olhos e começa a chacoalhar seu corpo. Lá pelas tantas você percebe que seu corpo espontaneamente começa a vibrar.

• Quinto Estágio: Catarse

Individualmente você começa a berrar, chorar, rir ou bater em almofadas. É o momento para você, individualmente, expressar sua loucura "tipo ter um chilique", colocando tuas neuroses para fora.

• Sexto Estágio: Dança Livre

Você solta teu corpo numa dança, deixando teu corpo fluir e trazer novos movimentos.

• Sétimo Estágio: Choro

Você entra em contato com tua tristeza e começa a expressá-la, desabafando toda a dor deixando as lágrimas aliviar teu coração.

• Oitavo Estágio: Riso

Depois de chorar, você começa a rir, simplesmente rir com ou sem razão. Parece estranho, mas de repente você começa a rir sem parar trazendo uma grande descontração para teu Ser.

• Nono Estágio: Dança dos Amantes

Você começa a sentir tua sensualidade e começa a expressá-la através da dança e, você percebe seu corpo fluir e readquirir a sensibilidade e sensualidade e, se você quiser, pode compartilhar com outra pessoa.

• Décimo Estágio: AUM

As pessoas se abraçam num grande círculo e, olhando a chama de uma vela, entoam o som AUM.

• Décimo Primeiro Estágio: Silêncio

Você senta imóvel de olhos fechados em total silêncio.

• Décimo Segundo Estágio: Namastê

É o encerramento onde você agradece ao outro pelos momentos vividos. Você junta as mãos e, olhando nos olhos do outro, diz NAMASTÊ, fazendo uma pequena flexão e, depois, abraça.

(Namastê significa "o Divino em mim saúda o Divino em você").

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(Veeresh, Mayo, Prem, entre outros. Meditação AUM em São Paulo)


(Mayo junto aos participantes da Meditação AUM com Veeresh e staf da Humanivesity)

Trabalho Corporal (Loil Neidhoefer)


O trabalho corporal é arte, não ciência. A poesia do anseio é a sua linguagem, não a prosa do relatório clínico. Ele se dá no relacionamento e não no tratamento, no relacionamento “humano” e não no “terapêutico”.

O trabalho corporal quebra os limites da aparência assim como uma planta cresce e rompe o asfalto em busca de luz. Quem vive o processo de dissolução de couraças perde para sempre os mundos representantes de tempos e lugares e ganha para sempre a sabedoria indescritível da pulsação cósmica. No entanto, não existem medalhas a serem conquistadas – na melhor das hipóteses, haverá sanções. Aquele que enfrenta o mundo com o coração aberto perturba os contratos das mentiras da vida, e provoca o medo da morte nos manipuladores da existência.

O trabalho corporal mina a atitude de eterna dúvida perigosa e outras atitudes socialmente desejáveis, convicções e “ismos”, a partir dos quais se teceu o consenso social. O trabalho corporal não ensina seriedade, mas sim, a brincadeira da vida. Viver cada vez mais e para sempre no streaming é seu objetivo, seu anseio.

O trabalho corporal leva necessariamente a situações de crise. Há uma mudança progressiva de perspectiva, na proporção e no ritmo da dissolução da couraça. Freqüentemente acontece, no decorrer do processo, de a pessoa olhar para sua vida como se estivesse acordando de um sonho, e a maneira como vê é em cores de tons acinzentados: este relacionamento, aquela profissão, este compromisso sem sentido, o pseudo-problema.

Ao final de uma sessão, no êxtase da pulsação liberada, até o maior dos tiranos parece apenas um anão de jardim, destituído de qualquer poder. E as inibições de apenas meia hora atrás de repente parecem ser não mais que um capricho superficial, que pode ser retirado como uma capa de seda.

Três dias mais tarde, quando a couraça voltou a ser mais densa, o anão de jardim é de novo a insuperável e aterrorizante autoridade, mas talvez já não mais tão poderosa quanto antes. A couraça sofreu uma pequena rachadura.

Assim, uma rachadura vai se somando a outra e, aos poucos, a couraça se reduz, Aos poucos. O processo de dissolução da couraça é lento.

“Crescimento é um processo lento”, escreveu o velho Fritz Perls em resposta aos viciados em transformação, que entendiam crescimento somente como troca de conceitos. Perls chamou-os de mindfuckers. Tenho trabalhado com várias pessoas que sofreram em workshops “modernosos” desses tecnocratas da transformação e fomentadores de falsas introjeções. Depois de três a cinco inspirações profundas o novo autoconceito, normalmente adquirido a peso de ouro, se desfaz: silenciosamente ou com muitos gritos e gemidos – a antiga e neurótica desventura irrompe como uma detestável avalanche de lama.

Assim, o processo pode levar anos. Porém, anos nem sempre cheios de esperança de discernimento e tempos melhores, mas nem sempre cheios de esperança de discernimento e tempos melhores, mas anos de verdadeiro aprendizado, a princípio preenchidos pelo caos e por riscos e depois por um novo despertar para a paixão e alegria de viver; anos invadidos pelo raiar da consciência “do que está verdadeiramente acontecendo”.

Chega-se, por fim, a um mundo diferente, olha-se para trás, incrédulo, mas com certa diversão. Como pude algum dia...? Não mais se luta contra o mundo, tampouco há uma acomodação a ele, simplesmente vive-se em uma outra sintonia no meio do mundo antigo. A vida se torna mais simples, mais sensual e mais inteligente. Muitas das coisas a que se estava preso antes tornam-se desinteressantes. O anseio ainda existe, mais forte, mais brilhante e mais aceso do que nunca, mas com a determinação de persistir na caminhada, para além das neuroses.

O Propósito dos Grupos de Terapia


O propósito dos grupos de terapia é levar os participantes para seu eu natural? Se for assim, o esforço para ser natural não é artificial?

Se não, qual é a diferença essencial entre natural e artificial? O propósito dos grupos de terapia não é levar os participantes a seu eu natural; de modo algum. O propósito é levá-los ao ponto onde possam perceber suas artificialidades. Ninguém pode levá-lo a seu eu natural; não pode haver método, técnica ou estratégia que possa levá-lo a seu eu natural, pois tudo que você faça o tornará mais e mais artificial.

Então qual é o propósito de um grupo de terapia? Ele simplesmente o deixa consciente dos padrões artificiais que você desenvolveu em seu ser, ele simplesmente o ajuda a perceber a artificialidade de sua vida, isso é tudo. Ao perceber isso, a artificialidade começa a se dispersar. Percebê-la é aniquilá-la, pois uma vez percebido algo artificial em seu ser, você não pode persistir com aquilo por muito mais tempo. E ao perceber algo como artificial você também sentiu o que é natural — mas isso é indireto, vago, não claro. O que é claro é isto: você percebeu que algo é artificial em você, e com isso você pode sentir o natural. Ao perceber o artificial, você não pode apoiá-lo mais. Ele existe devido a seu apoio — nada pode existir sem o seu apoio; sua cooperação é necessária.

Se você coopera, algo existe. Certamente o artificial não pode existir sem a sua cooperação. A partir de onde ele obterá a energia? O natural pode existir sem a sua cooperação, mas o artificial não. A artificial precisa de constante suporte, atenção e controle. Uma vez percebido que algo é artificial, sua ligação a ele se torna frouxa, seu punho se abre espontaneamente.

O grupo não é uma estratégia para abrir o seu punho, mas simplesmente para ajudá-lo a perceber que o que você está fazendo não é natural. Nessa própria percepção, a transformação.

O propósito é simplesmente torná-lo consciente de onde você está, do que você fez a você mesmo — que mal você fez continuamente, e ainda está fazendo, que ferida você está criando em seu ser. Em cada uma das feridas está sua assinatura — este é o propósito do grupo, torná-lo alerta sobre a sua assinatura, perceber que ela é assinada por você, que ninguém mais fez isso, que todas as correntes que você tem à sua volta são criadas por você, que a prisão na qual você vive é o seu próprio trabalho; ninguém está fazendo isso para você.

Ao perceber isto, que “estou criando minha própria prisão”, por quanto tempo você pode continuar a criá-la? Se você quer viver na prisão, esse é um outro caso — mas ninguém jamais deseja viver na prisão. As pessoas vivem lá porque pensam: “Os outros estão criando as prisões, o que podemos fazer?”. Sempre ficam jogando a responsabilidade sobre uma outra pessoa. Através dos tempos, elas criaram novas e diferentes estratégias, mas o propósito permanece o mesmo: jogar a responsabilidade sobre o outro.

E você ficará surpreso com as desculpas que o ser humano tem tentado encontrar. Antigamente as pessoas costumavam pensar: “Essa é a maneira que Deus nos fez, então a responsabilidade é dele — o que podemos fazer? Somos apenas criaturas, e somos da maneira que ele nos fez. Temos que viver essa miséria, está destinado a ser assim”.

Esse era um truque. Você se livra de toda responsabilidade. Mas acontece que quando um truque é usado por muito tempo, ele se torna um chavão e não funciona mais; as pessoas ficam fartas dele e começam a procurar por novas idéias, mas o propósito permanece o mesmo.

Marx diz que é a sociedade, a estrutura econômica da sociedade — a exploração, os exploradores, os imperialistas, os capitalistas, eles estão fazendo o mal eles são a razão. Novamente você se livra da responsabilidade. O que você pode fazer? A escravidão é imposta sobre você, você foi feito miserável. A menos que a revolução venha, nada vai acontecer. Assim você pode adiar.

E a revolução nunca vem, ela ainda não aconteceu. Nem na Rússia, nem na China, nem em lugar algum. A revolução nunca vem, ela é apenas um adiamento. As pessoas estão tão infelizes na Rússia quanto em qualquer outro lugar, tão no lamaçal da mente quanto em qualquer outro lugar. A inveja, a raiva, a violência são iguais tanto na Rússia quanto em qualquer outro lugar... Nada mudou.

Freud diz que é por causa da educação. Você foi educado de uma maneira errada em sua infância — o que você pode fazer? Isso já aconteceu, agora não há como desfazê-lo. No máximo, você pode aceitar e viver isso, ou pode continuar a brigar desnecessariamente, mas não há esperança.Freud é um dos maiores pessimistas que jamais existiu. Ele diz que não há esperança para o ser humano, pois o padrão é estabelecido na infância — e para sempre. Então você fica repetindo o padrão, e novamente a responsabilidade é jogada fora. Assim, sua mãe é a responsável. E a mãe pensa, o que ela pode fazer? Sua própria mãe é responsável... E assim por diante.Essas são todas estratégias, mas o propósito é o mesmo são diferentes estratégias para o mesmo propósito. Qual é o propósito? Tirar a responsabilidade de seus ombros.

A terapia de grupo é para torná-lo consciente que nem Deus nem a sociedade nem seus pais são responsáveis. Se houver alguém que é responsável, é você. Um processo de grupo é um martelar neste simples fato: você é o responsável. E esse martelar tem uma grande importância, pois quando você entende que “Isso sou eu, eu próprio estou fazendo mal a mim mesmo”, então as portas se abrem, há esperança e algo é possível.

A revolução é possível através da responsabilidade, da responsabilidade individual. Você pode se transmutar, pode abandonar esses velhos padrões. Eles não são o seu destino, mas se você os aceitar como o seu destino, eles se tornam o seu destino. É tudo uma questão de apoiá-los ou não.

E não estou dizendo que os pais ou a sociedade não fizeram algo a você, lembre-se. A sociedade, os pais, a educação e os sacerdotes fizeram muito. Mas ainda assim, a chave suprema está em suas mãos. Você pode abandonar isso, pode abandonar todo o condicionamento. Tudo que eles fizeram, você pode eliminar, pois no cerne mais profundo sua consciência permanece sempre livre. Esse é o propósito de um grupo de terapia, trazer esta verdade para casa: você é responsável.

“Responsabilidade” é a palavra mais importante num processo de terapia de grupo. Ninguém deseja assumir a responsabilidade, pois ela machuca. Só de perceber: “Sou a causa de minha infelicidade”, machuca muito. Se alguém mais é a causa, a pessoa pode aceitá-la, a pessoa é impotente. Mas se eu sou a causa de minha infelicidade, isso machuca, vai contra o ego, contra o orgulho.

É por isso que a terapia de grupo é um processo difícil e árduo. Você quer escapar — dos Grupos de Encontro, Tao, Terapia Primal... Por que você quer escapar? Porque você sempre acreditou que estava perfeitamente certo e bem — os outros têm prejudicado você.

Agora toda a coisa precisa ser mudada, você precisa colocar tudo de ponta cabeça. Ninguém está fazendo nenhum mal a você, e se eles estiverem fazendo, é através de sua cooperação. Portanto, no final das contas você é responsável, você escolheu isso. Você diz: “Meu companheiro está me prejudicando”, mas você escolheu este companheiro, e na verdade, somente para que ele possa fazer mal a você. Você queria se prejudicar, por isso escolheu este companheiro, esta companheira.

Observe os homens que ficam mudando de companheiras. Você ficará surpreso — repetidamente eles encontram o mesmo tipo de mulher. É difícil encontrar o mesmo tipo de mulher, mas eles encontram. E dentro de seis meses elas estão de novo se queixando, e as queixas são exatamente as mesmas.

Ouvi dizer de um homem que se casou oito vezes, e repetidamente conseguia encontrar o mesmo tipo de mulher. Perceba o ponto: ele tem um certo tipo de mente, um certo condicionamento. Neste condicionamento, somente um certo tipo de mulher lhe interessa. Uma loira ou uma morena — um certo tipo de mulher lhe interessa. O nariz comprido, os olhos escuros, ou qualquer coisa. Ele fica sempre atraído por um certo tipo de mulher. E então essa mulher começa a fazer as mesmas coisas, e ele fica perplexo, pois estava pensando que estava mudando de mulher.

Você está mudando de mulher, mas não mudou sua mente! Assim, sua escolha permanece a antiga, pois aquele que escolhe é antigo. Isso não vai ajudar; você estará na mesma armadilha. A cor ou o material da armadilha pode mudar, mas a armadilha está lá, e você será constantemente pego. E a mesma infelicidade surgirá.

Terapia de grupo é um grande processo de entender “O que fiz para mim mesmo!”. E se você for ainda mais fundo... onde nenhum grupo de terapia já foi, nem mesmo a terapia primal. Mas Buda foi mais fundo; ele diz: “Se você escolheu um certo tipo de pais, isso também é sua escolha”.

Perceba o sentido. Milhões de tolos estavam fazendo amor quando você estava pairando para nascer. Mas você escolheu um certo casal — por quê? Você deve ter uma certa idéia; trata-se de sua escolha. E então você diz: “Meus pais me prejudicaram”. Em primeiro lugar, por que você os escolheu? Então sua companheira, seu companheiro... e você acha que eles causaram dano? Então a sociedade — quem criou esta sociedade? Você a criou! Ela não vem do nada.

O mendigo na rua não aparece de repente do nada. Nós o criamos. Se você quer ser rico, alguém tem que ser mendigo. E ao ver o mendigo você lamenta muito. A quem você está tentando enganar? E você ainda carrega a idéia de ficar rico. Se você quer ficar rico, alguém vai ser mendigo. Se você quer se tornar alguém, então alguém não será capaz de alcançar essa fama, esse nome. Este é um mundo competitivo. Você não quer guerras, mas você é violento — em tudo. E você condena as guerras. E você viu os pacifistas e suas passeatas? Quão violentos eles parecem! Seus slogans, seus gritos contra a guerra — e mais cedo ou mais tarde a passeata se transforma num tumulto. E eles estão queimando carros, destruindo lojas, incendiando ônibus e trens, atacando a polícia... e eles foram para protestar contra a guerra!

Ora, o que está acontecendo? Essas são pessoas violentas; a guerra é apenas uma desculpa. Seus protestos nada mais são do que suas expressões de violência. Eles não estão preocupados com a guerra, e a estão usando como um pretexto.

Esta sociedade é criada por você, e então você diz que a sociedade é responsável.

Ninguém é responsável, exceto você. Esta é uma das verdades mais difíceis de aceitar, porém quando você a aceita, ela traz grande liberdade e cria grande espaço, pois com isso, uma outra possibilidade imediatamente se abre: “Se eu sou responsável, então posso mudar. Se eu não for responsável, como posso mudar? Se eu próprio estou fazendo isso, então isso machuca, mas também traz uma nova possibilidade — posso parar de me ferir, posso parar de ser infeliz”.

Um processo de grupo não é para torná-lo natural, mas para torná-lo ciente de sua falta de naturalidade, de sua falsidade.

O propósito dos grupos de terapia é levar os participantes para seus eus naturais?

Não, de modo algum. O propósito é apenas deixá-los cientes do eu não-natural. E então o eu natural vem espontaneamente. Ninguém pode trazê-lo — quando o artificial desaparece, o natural é encontrado. O natural sempre esteve presente, oculto sob o lixo. Uma vez ido o artificial, você é natural. Você não se torna natural; você sempre foi natural. Como alguém pode se tornar natural? Todo se tornar o levará à artificialidade.

Se for assim, o esforço para ser natural não é artificial?

Sim, o esforço para ser natural sempre é artificial. Mas entender a artificialidade não é esforço para ser natural; é simplesmente entender. Ao perceber que você esteve tentando tirar óleo da areia, quando você percebe a inutilidade disso, você abandona todo o projeto. Ao perceber que você estava tentando atravessar uma parede e machucou sua cabeça, ao perceber isso, você pára de tentar. Você começa a procurar pela porta.

Sim, é exatamente assim.

Se não, qual é a diferença essencial entre natural e artificial? Natural é aquilo que lhe foi dado como uma dádiva — uma dádiva do todo. O artificial é aquilo que você criou — por ensinamentos, escrituras, caráter, moralidade. O artificial é aquilo que você impôs sobre o natural, o dado. O natural é de Deus, o artificial é de você mesmo. Tire tudo que você impôs sobre você mesmo, e Deus explodirá em mil flores em seu ser.

Alguém pergunta a Jesus: “Qual é a sua mensagem fundamental?”. E ele responde: “Pergunte ao peixe, à ave e à flor”.

O que ele quer dizer com isso? Ele está dizendo: Pergunte à natureza! Minha mensagem é: Permita que a natureza tome posse de você; não tente criar nenhum caráter. Todos os caracteres estão errados. Seja sem caráter. Não crie nenhum tipo de personalidade; todas as personalidades são falsas. Não seja uma personalidade.

Então, lentamente você perceberá algo surgindo do cerne mais profundo do seu ser. Isso é natureza, e sua fragrância é notável; ela é boa, jamais ruim. E ela não é cultivada, de maneira nenhuma. Daí ela não ter qualquer tensão em si, nenhuma ansiedade; você não precisa mantê-la.

A verdade não precisa ser mantida. Somente mentiras precisam ser arranjadas, mantidas, precisam muito cuidado e manutenção; e ainda assim elas são mentiras e nunca se tornam verdades. E somente a verdade liberta.

A terapia disponível aqui não é para torná-lo natural. Ninguém pode torná-lo natural — Deus já fez isso. O problema não é aprender a ser natural, mas como desaprender o artificial.

"Minha ênfase aqui é sobre as terapias que não duram anos e anos - bastam alguns dias de terapia para preparar o terreno para a meditação. A terapia não é o fim, a terapia é uma preparação, uma limpeza do terreno para a meditação. Este é o único lugar em todo o mundo, onde a terapia é usada como limpeza do terreno para uma tremenda transformação da mente para a não-mente”. ( OSHO )

Mayo - histórico pessoal \ profissional

Mayo. Tania Ferreira

Histórico Pessoal

• Cursou psicologia e formou-se em psicoterapia corporal
Néo-Reichiana.
Estudiosa, curiosa e pesquisadora incansável, vem experienciando técnicas de movimento desde menina. Formou-se em técnicas de danças tribais, 
movimento e consciência corporal pela Escola de Dança Marilene Silva em São Paulo onde também lecionou.
Passou a dar enfoque terapêutico ao seu trabalho a partir de vivências ligadas ao grito Primal criado por Artur Janov no centro Osho de meditação em Porto Alegre.
No ano de 1989 vivenciou o Método Bates, vindo a recuperar-se de uma patologia ocular. Passou a estudar o Método Feldenkrais e Self Healing de Meir Schineider, do Center for Self Healing na Califórnia.
Formou-se em Terapia Néo-Reichiana pelo Raízes-Multiversidade do Brasil - Centro de Estudos e Crescimento da vida do Rio de Janeiro e Orgone em Curitiba.
Estudou técnicas sobre o uso terapêutico da bola suiça, junto à psicologa Michele Cukier em São Paulo, passando a pesquisar e desenvolver vivências sobre a aplicabilidade das bolas terapêuticas no trabalho de consciência pelo movimento.
. Concluiu a formação e extensão em Massagem Bioenergética (terapia orientada para a liberação das couraças do corpo) método baseado na Orgonoterapia e Vegetoterapia Caractéro analítica postulado por Wilhielm Reich - Psiquiatra, Biólogo e Cientista pai das terapias corporais, ministrado pelo Psicólogo Ph.D. Ralph Vianna.

. Apoiada pela formação Reichiana, inovou o método do trabalho corporal com bolas terapêuticas baseado na terapia Bioenergética com base analítica criada pelo Psiquiatra Alexander Lowen. Sendo pioneira em Curitiba.

• Em 1994 tornou-se practitioner
em Neurolinguística pelo Centro filosófico Delfos e em 1996 Master em Neurolinguística e a Terapia da linha do tempo.

• No ano de 1995 foi convidada por Gilberto Gaertner para participar como Conferencista do VII Ciclo Reich do Brasil.
Apresentou o trabalho corporal com bolas terapêuticas em bioenergética no IV Simpósio Brasileiro de Terapias Energéticas e III jornada Sul Brasileira de Psicoterapias Corporais, realizadas em Curitiba pelo Raízes do Rio de Janeiro - Centro de Estudos e Crescimento da Vida, Multiversidade do Brasil, Orgone e ASBPC - Associação Sul Brasileira de Psicologia do Corpo.

• Passou a ministrar workshops em Curitiba sobre o Trabalho Corporal com Bolas Terapêuticas, formando profissionais de diversas áreas em várias clínicas e Instituições.

• Em 1997 formou-se em Homeopatia e Essências Vibracionais Brasileiras pelo Laborátório Laborciv do Universo Joel Aleixo.

• Participou da Jornada Hispano-Americana de Psicomotricidade Relacional pela Clínica Movimento na Faculdade Tuiutí.

• Entre 2001 à 2007 participou da formação e treinamento em Terapia de Co-Dependência pelo Osho Inner Child. com Dr. Troube (psiquiatra) e Amana Guitte (psicoterapeuta).
A partir de então seu trabalho passou por radical transformação com enfoque na recuperação da codependência afetiva através da cura da criança interior, utilizando métodos que propõem novas formas de comportamento para o desenvolvimento de relacionamentos saudáveis.
. Entre 2002 e 2007 promoveu junto ao Sikhar e participou dos cursos de renascimento com A. Ramyata. Néo tantra com Sonia Vipássana. Aromaterapia e massagem tântrica com Marcelo Dyana. Maratona de bioenergética com Prem Milan, entre outros, no Centro de meditação Osho Nirvano em Curitiba.
. Em 2008 participou da formação de Maratonas de bioenergética e Meditações ativas Aum e Peace Meditation  com Veeresh (Humaniversity - Holanda)
. Anualmente participa dos seminários e treinamentos intesivos pelo Learning love Institute "sexualidade & intimidade" com Krisnananda - Dr. Tomas Trobe ( psiquiatra Harvard ) e Amana Guitte Trobe ( counseling )

• Participou de treinamentos em terapia de Renascimento. Biocontato. Somaterapia e Biossíntese.


Mayo. Tania Ferreira

Histórico Profissional


• Em 1992 trabalhou com a técnica Watsu junto à terapeuta corporal Úrsula Garthoff, diretora da Casa da Granja 270 em São Paulo (SP), por indicação do Dr. José Angelo Gaiarsa (Psiquiatra, escritor e Psicoterapeuta Reichiano).
. A partir de 1995 ministrou Worshops sobre Trabalho Corporal com Bolas Terapêuticas em várias instituições e Clínicas de Curitiba, instrumentalizando profissionais nas áreas de Psiquiatria, Psicologia, Fisioterapia, Dança, etc.
. Em 1996 foi convidada pela precursora e mestre de Yoga em Curitiba no Centro de Vivencias Monsserat e presidente da AYPAR para ministrar aulas como instrutora de bolas terapêuticas em exercícios de bioenergética passando a denominar de Biobolaterapia.
. Trabalhou na Clínica de Apoio Helena Lígia do Hospital Nossa Sra. das Graças e CITO Centro de Oncologia.

• De 1998 ao ano 2002 trabalhou na Clínica de Biointegração de Curitiba junto ao Dr. Everson Bucci - Psiquiatra e Psicoterapeuta Reichiano, com a função de orientadora em atendimentos individuais e dinâmicas para grupos de crianças, adolescentes e adultos, com ênfase em prevenção e recuperação ao abuso de drogas, co-dependência e transtornos de disfunção familiar.
Bem como, Workshops "Trabalho corporal com bola Suíça" para profissionais nas áreas de Psicologia, Fisioterapia, Dança, Massoterapia com ênfase em Bioenergética - método criado pelo Dr. Alexander Lowen - Psiquiatra.

• Em 1998 trabalhou pela Secretaria Municipal de Atenção a Crianças e Adolescentes Usuários de Drogas - PROCAUD como orientadora para grupos de adolescentes em tratamento no Centro Dia.
Entre 2003 e 2005 atuou no Osho Nirvano Curitiba - centro de meditação, orientando grupos e sessões individuais de terapia bioenergética e co- dependencia afetiva.

• Atuou em parceria com o Matemático Tomas Keller - criador da Matemática Terapêutica que vem desenvolvendo um método específico para a área de ensino, tendo como base os benefícios de sua vivência pessoal na jornada de crescimento durante 2 anos em que esteve no Espaço PremMayo.

• Desde 2002 d
irige o Espaço PremMayo. É palestrante. Ministra cursos e workshops.
Orienta grupos e atende individualmente, integrando em sua trajetória métodos que propõem novas formas de comportamento para o desenvolvimento de relacionamentos saudáveis.

Utiliza em seu trabalho valiosas contribuições das terapias de bioenergética (terapia orientada para desencouraçar o corpo) análise bioenergética, gestalt, constelação familiar, primal, análise transacional à diversos métodos, entre eles em psicologia do movimento Feldenkrais e biocontato (toque - massagem de reparação parental e dos quatro elementos). Meditações ativas, passivas e meditações guiadas.

.
Tendo obtido benefícios em seu processo pessoal e criado seu próprio estilo de atendimento, com ênfase no tema da Criança Interior em
relacionamentos afetivos, vem partilhando desta jornada com inúmeras pessoas que se interessam por auto conhecimento e crescimento pessoal na "Arte de se relacionar".

*O processo de Osho Codependecy of the Inner Child, foi desenvolvido por Krishnananda (Dr. Thomas Trobe, psiquiatra formado e treinado em Harvard e na Universidade da California) no período em que esteve na Osho Commune International na Índia.


Osho: nunca nasceu, nunca morreu...

"Nunca seja inspirado por ninguém. Permaneça aberto.
Quando você ver um lindo pôr do sol, desfrute essa beleza; quando ver um Buda, desfrute a beleza do homem, desfrute o silêncio, desfrute a verdade que o homem realizou, mas não se torne um seguidor.
Todos os seguidores estão perdidos."




Biografia:

Em 11 de dezembro de 1931 Mohan Chandra Rajneesh - Osho - nasceu em Kuchwada, Madhya Pradesh, Índia. Filho mais velho de um modesto comerciante de roupas, que pertencia à religião Jaina. Passou os primeiros sete anos com seus avós, que lhe concedem absoluta liberdade de fazer exatamente o que lhe apetecesse, apoiando-o inteiramente em suas precoces e intensas investigações dentro da verdade e sobre a vida.

Osho experiência o seu primeiro satóri aos 14 anos de idade. Durante esses anos, seus experimentos com a meditação se aprofundam e a intensidade da sua busca espiritual cobra-lhe tributos sobre sua condição física. Seus parentes e amigos chegam a temer que ele pudesse não viver muito.

Na idade de 21 anos, no dia 21 de março de 1953, Osho atinge a iluminação, o mais alto pico da consciência humana. Neste ponto, como ele diz, termina sua biografia exterior – passa a viver o estado de não-ego, de completa comunhão com o todo, em perfeita unidade com as leis interiores da vida. Todavia, exteriormente, ele continua a ir ao encalço de seus estudos, na Universidade de Saugar, onde se gradua, em 1956, com Honra de Primeira Classe em Filosofia, ganhando a medalha de ouro na sua turma de graduação. Torna-se campeão de debates em toda a Índia.

Em 1957 Osho começa a lecionar na Faculdade de Sânscrito, em Raipur. Um ano mais tarde, torna-se professor de Filosofia na Universidade de Jabalpur. Em 1966 entrega este posto, a fim de dedicar-se, inteiramente, à tarefa de ensinar a arte da meditação ao homem moderno. Durante os anos sessenta, viajará por toda a Índia, de um lado a outro e de cima a baixo, como Acharya (professor) Rajneesh, levantando a ira do sistema estabelecido, aonde quer que fosse, ao por a nú a hipocrisia dos investimentos de interesse e suas tentativas para obstruir o acesso do homem ao mais alto direito humano - o direito de ser ele mesmo. Durante este período, Osho toca o coração de milhares de pessoas em suas palestras para enormes audiências, muitas vezes com mais de dez mil pessoas reunidas.

Em 1968 Osho vai para Bombaim, passando a viver e a ensinar ali. Começa a desenvolver uma série de campos de meditação, a maioria nas montanhas, onde ele apresenta a revolucionária “Meditação Dinâmica”, uma técnica especialmente dirigida ao homem moderno, objetivando a liberação de emoções reprimidas, o estado de alerta, o relaxamento e a harmonia celebrativa.

A partir de 1970, ele começa a “iniciar” as pessoas no Neo-Sânias, um caminho de comprometimento com a pesquisa sobre si mesmo, com a meditação, com a expansão do amor e da consciência. Ele começa, então, a ser chamado de Bhagwan (O Abençoado). Chegam os primeiros buscadores do Ocidente, entre eles, muitos profissionais terapeutas. A fama de Osho começa a se espalhar por toda a Europa, Estados Unidos e Américas, Austrália e Japão. Os Campos de Meditação mensais continuam e, em 1974, um novo local é encontrado em Puna, onde o ensinamento pôde ser intensificado.

No 21º aniversário da iluminação de Osho, o “ashram” de Puna é aberto ao mundo. O raio de influência de Osho tornara-se internacional. Mas, ao mesmo tempo, Osho recolhe-se cada vez mais na privacidade do seu quarto, aparecendo apenas duas vezes ao dia: discursando de manhã e dando iniciação e aconselhamento aos buscadores, à noite.

Nesta fase, desenvolvem-se os revolucionários grupos de terapia, combinando insights orientais em meditação com a psicoterapia ocidental. Em dois anos, o ashram ganha a reputação de o mais exemplar centro de crescimento e terapia do mundo.

Nesta época, os discursos de Osho já abarcavam todas as grandes tradições religiosas do mundo. Ao mesmo tempo, sua vasta erudição na ciência e no pensamento ocidentais, Sua clareza de fala e a profundidade de seus argumentos faz desaparecer, para seus ouvintes, à distância, até então consagrada pelo tempo, entre o Oriente e o Ocidente. Seus discursos, gravados e transcritos em livros, compreendendo centenas de volumes, são absorvidos por centenas de milhares de leitores em todo o mundo. Ao final dos anos setenta, o ashram de Osho, em Puna, transforma-se na meca dos modernos buscadores da verdade.

O primeiro-ministro indiano, Morarji Desai, um tradicional devoto hindu, envida, então, todos os esforços para que os discípulos de Osho mudem seu ashram para um remoto cantão da Índia, onde eles, virtualmente, poderiam experimentar, com a aplicação dos ensinamentos do mestre, a criação de uma comunidade auto-suficiente, vivendo todos, como propunha Osho, em meditação, amor, criatividade e riso.

Em 1980 acontece um atentado para assassinar Osho, durante um de seus discursos, por um membro de uma tradicional seita hindu. Apesar de as religiões e as igrejas oficiais fazerem oposição a ele, tanto no Oriente como no Ocidente, Osho, a esse tempo, já totaliza mais de quinhentos mil discípulos por todo o mundo.

Em 1º de maio de 1981, Osho para de falar, iniciando-se, então, uma fase de “comunhão silenciosa coração a coração”, enquanto o seu corpo repousa, devido a males na região da coluna. Ele fora levado aos EUA pelo seu médico e acompanhantes, em vista de uma possível cirurgia. Mas Seus discípulos americanos decidem adquirir 64 mil acres de terra no deserto do Óregon Central e convidam Osho para ficar lá. Osho se recupera rapidamente e uma comuna agrícola modelo evolui ao Seu redor com surpreendente velocidade e resultados impressionantes, recuperando a terra desvalorizada e exaurida do deserto, transformando-a num oásis verde que passa a alimentar uma população de 5 mil pessoas.

Durante os festivais anuais de verão, organizados pelos amigos de Osho vindos de todas as partes do mundo, mais de quinze mil visitantes são hospedados e alimentados nesta nova cidade chamada de Rajneeshpuram.

Paralelo ao rápido crescimento da comuna no Óregon, surgem grandes comunas em todas as grandes capitais dos países ocidentais e, também, no Japão, sustentadas independentemente. Nessa época, Osho requer residência permanente nos EUA, como líder religioso, mas seu pedido é recusado pelo governo norte-americano - uma das razões dadas é o seu voto público de silêncio. Ao mesmo tempo, a nova cidade vê-se sob a mira de ataques legais abundantes e crescentes, por parte do governo do Óregon e da maioria cristã no Estado. As leis sobre o uso da terra, do Óregon, a pretexto de proteger o desenvolvimento, torna-se a maior arma na luta contra a nova cidade que havia surgido através da dedicação de um enorme esforço na recuperação da terra estéril - na verdade, uma cidade que tinha se tornado um modelo ecológico para o mundo.

Em outubro de 1984, Osho recomeça a falar para pequenos grupos, na Sua residência e, em julho de 1985, Ele volta a discursar todas as manhãs, para milhares de buscadores, no Rajneesh Mandir.

Osho deixa o corpo de dia 19 de janeiro de 1990. Apenas algumas semanas antes desta data, havia lhe sido perguntado o que aconteceria com o seu trabalho quando ele partisse. Ele disse, então:
“Minha confiança na existência é absoluta. Se houver alguma verdade naquilo que estou dizendo, isso irá sobreviver... As pessoas que permanecerem interessadas no meu trabalho irão simplesmente carregar a tocha, mas sem imporem nada a ninguém...
Permanecerei uma fonte de inspiração para o meu povo, e é isso que a maioria dos saniásins sentirá. Quero que eles desenvolvam por si mesmos qualidades como o amor, à volta do qual nenhuma igreja pode ser criada; como consciência, que não é o monopólio de ninguém; como celebração, deleite; e que se mantenham rejuvenescidos, com os olhos de uma criança...
Quero que as pessoas conheçam a si mesmas, que não sigam as expectativas dos outros. E a maneira é indo para dentro.”

Em conformidade com suas orientações, a comuna que cresceu à sua volta ainda floresce em Puna, Índia, onde milhares de discípulos e buscadores se reúnem durante o ano inteiro, para participar das meditações e dos outros programas lá oferecidos.